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A mostrar mensagens de julho, 2004

Sunset - 03

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Sunset - 02

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Fragmento 9 - Quem...

Há vidas, vidas perdidas, sem rumo e sem mar. Perdidas nas suas proprias vidas, e sem maneira de voltar. O mundo perde-se dentro de nós, de uma maneira incontrolada e incontrolável, sem que consigamos dar por isso. Perdemo-nos tambem nós dentro dele... Mas perdição a nossa, que nem a conseguimos ver, passa por nosso lado e nao pára, mas arrasta-nos, para um poço sem fundo. Claro que nem sempre é assim, podemos passar sem mergulhar neste turbilhão. Deixar o mundo de lado e continuar, num universo paralelo, sem que ninguem dê por nada. As vezes nem nos proprios, que de tão habituados ao nosso proprio mundo, nao conseguimos deixar passar mais nada... Triste é, por vezes, quando nem sabemos o que fazer, nem amar, nem viver, nem sonhar... E como aprendemos a ser? Nao há ninguem que nos possa mostrar como se leva a vida, sao escolhas proprias, que todos temos de fazer, mais tarde ou mais cedo. A unica questao é saber, quando será tarde demais...

Fragmento 8 - Sonhos

Como alguém um dia disse "eles não sabem nem sonham, que o sonho comanda a vida..." . E verdade é, que os sonhos regem grande parte das nossas vidas, por que sem sonhos, não teriamos vontade de ir mais além, partir em busca do desconhecido... Mas todo o sonho tem a sua parte triste e sombria... Quantos sonhos perdidos nos levam ao desespero, quanto tempo perdido em busca de sonhos inúteis, que nos atormentam o sono e tantas vezes a própria existência. De que vale perseguir um sonho, quando este nos persegue dia após dia, quando nos deixa sem saber que rumo tomar na vida... Nem só de sonhos se pode sonhar, senão que vida despida de conteúdo seria a nossa, triste e sem sentido, lutando por coisas impossíveis e nem sabem quais são, quem foi, onde, como e porquê. Deixemos de lado os sonhos por sonhar, os sonhos por viver, não passam de sonhos... Não deixes de viver e de sonhar, por um sonho que queres viver, porque um dia será tarde demais...

Fragmento 7 - Perdido num sonho

Com tristeza abandono um lugar de sonhos, sonhos incompletos, sonhos que só consegui sonhar, só eu, só… Triste, como se a tristeza fosse a pior mentira do mundo, mas não mente, nem sonha, nem vê, nem sente. Como posso querer sonhar de novo, se ainda vivo um sonho, triste, vazio, só… Só, como cheguei, assim parti. Parti rumo a lado nenhum, porque parto vazio, neste sonho desfeito, sentindo só, solidão. Vejo as águas do Rio, cada vez mais distantes, mais longe e mais longe fica o fogo do meu peito, meu coração partido não volta comigo, perdido ficou, nas monumentais. De que valia ele voltar se não me pertence, se não é a mim que ama, se não é por mim que pulsa. Poderia parar, sem o azul do seu mar, o céu azul dos seus olhos, que são seu alimento, seus donos, sua razão de existir. Perdi-o para sempre, quebrado e triste, mas contente, porque ficou no seu lugar. Que melhor forma de te amar, do que deixar-te voar? Seguir teu caminho, mesmo que este não se cruze mais com o meu. Antes amar-te...

Untitled

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Pôr do sol em esmoriz, um dos momentos únicos e especiais, que por vezes a minha câmera consegue captar. Sem dúvida, uma das minhas melhores fotografias, pena não poder pô-la em tamanho real aqui no blog. De qualquer forma, posso enviá-la a quem se mostrar interessado e quiser deixar-me o email. Espero que gostem dela tanto quanto eu.

Fragmento 6 - Escolhas

O que são as escolhas? Será que sempre que fazemos uma, fazemo-la porque realmente é o que queremos, ou porque algo nos leva a isso? Todos os acontecimentos das nossas vidas nos levam por caminho dúbios. Caminhos que não sabemos onde vão dar, que influenciam as nossas vidas para sempre. Caminhos que se cruzam com outros caminhos, outras vidas, outras pessoas, outros mundos, sensações, reacções. Cada escolha feita pelos outros influencia a nossa, porque os actos impensados, ou até premeditados, ficam marcados nas nossas almas. Levam-nos por vezes a ser quem não somos, a fugir de nós próprios, mesmo sem nos apercebermos disso. A vida toma um rumo, que é quase impossível de voltar atrás. O esforço para recomeçar é demasiado grande e o comodismo do ser humano também, por isso continuamos a ser quem não somos e a viver uma vida que não é nossa, sem esperança de um dia sermos melhores, porque simplesmente deixamos de lutar. Deviamos empurrar todas as escolhas dos outros, que nos fazem mal, ...

Fragmento 1

Vozes do passado ecoam na minha memória, espíritos, seres que já não existem, ou pelo menos não como eu os recordo, deformados pela vida, pelos sentimentos, pela paixão, até alguns deformados por mim, pelos meus actos impensados, pela minha despreocupação, pelo meu amor pela vida, porque claro, cada um ama à sua maneira e é essa individualidade que nos faz ser tão iguais e tão diferentes, iguais nos sentimentos gerados, diferentes na maneira de os sentir. Mas eles perseguem-me, como uma maldição que não me larga onde quer que eu vá, atormentando os meus sonhos, os meus pensamentos e os meus actos, como que lembrando-me para não voltar a errar. São tantas as coisas que me passam pela cabeça, longos dias, quase intermináveis, sem fim, pensamentos que teimo em não ouvir, vozes que teimo em não pensar, mas tudo recomeça e acaba num ciclo vicioso, num vai e vem de sensações contraditórias, de palavras a mais. Correntes que param à minha passagem, mares de gentes, vegetando no prado da vida...

He has died

Stop all the clocks, cut off the telephone, Prevent the dog from barking with a juicy bone, Silence the pianos and with muffled drum Bring out the coffin, let the mourners come. Let airplanes circle moaning overhead Scribbling on the sky the message He Is Dead, Put crêpe bows round the white necks of the public doves, Let the traffic policemen wear black cotton gloves. He was my North, my South, my East and West, My working week and my Sunday rest, My noon, my midnight, my talk, my song; I thought that love would last for ever: I was wrong. The stars are not wanted now: put out every one; Pack up the moon and dismantle the sun; Pour away the ocean and sweep up the wood, For nothing now can ever come to any good. No. IX of Twelve Songs, 1936 Um poema lindissimo, do poeta Inglês, W H Auden.

Fragmento 2

Acho que por vezes me esqueço de certas coisas, de fazer certas coisas, ou mesmo de dizer, mas nunca sei o quê, mesmo apesar desta sensação de que algo falhou, não consigo perceber o que foi, alguma coisa escapa à minha atenção ou então não estou atento a tudo, como sempre pensei estar. Passo dias e dias, noites mal dormidas, sempre pensando no que correu mal, ou bem, no que fiz, no que disse, no que ficou por dizer e não encontro nada, nada que não tenha dito, que não fosse melhor ter calado, nunca foi certa a altura, nunca valeu a pena, palavras não dizem tudo, um olhar vale mil palavras, um gesto por mil olhares, um beijo, um beijo muitas vezes não valeu por nada, o sentimento não existia e quando é assim, o vazio apodera-se de nós, passa a ser um acto forçado e sem significado, sem sabor, quase uma obrigação e o sentimento que se segue é horrível, quase de nojo, de ódio, acho que cheguei a odiar-me a mim mesmo, por ser tão fraco, por ceder a todas as vontades acima da minha própri...

Fragmento 3 - A Descoberta

Sentimentos, o que são? Meros pensamentos, mas mais fortes que o normal, mais intensos, pensamentos que despertam desejos, ciúmes, insegurança, medo, alegria, paixão, sentimentos contraditórios. Quando tudo devia ser simples, eu complico, quando devia ser alegre, eu entristeço-me, o meu passado persegue-me, acho que por vezes tenho medo de amar, fecho-me. Tranco o meu coração, escondo-o do mundo, para não sofrer, para não magoar, para não recalcar mais as minha mágoas, para não reabrir feridas profundas e dolorosas, que tanto me custaram a fechar. Tenho medo, medo de mim mesmo, medo de errar outra vez, ou pior ainda, medo que errem comigo outra vez, medo de não querer ver a realidade, medo de querer viver um sonho que não existe. Estou assustado, apavorado, este amor cresce tanto dentro de mim, não consigo pensar em mais nada, ocupa-me todo o meu ser, todo o meu querer, todo o meu coração, tudo isso é dela. Sem o mínimo esforço ela tomou posse de mim, da minha alma, do meu corpo e eu ...

Black Rose

You're a thorn in my soul A spear through my heart Your love made me whole But know we're apart Like a black rose in the winter Standing tall in the snow My cry for forgiveness For only you to know No, what have i done wrong Why did i make you cry Now that i'm not so strong Why did you have to die I blame myself for your destiny I wish it would have been me But i can't turn back time To the moment you were mine So i live, in my misery And i try to make life go I finaly accepted my destiny And it's now my time to go

Só eu

vou esquecer vou esquecer-me de tudo vou fugir para bem longe de mim esconder-me do meu ser dormir dormir para não mais acordar viver no sonho longe da terrivel realidade do mundo tão só tão longe de tudo tão cheio de sonhos por viver sem esperança de nada vazio perdido num tempo ja passado enfim, deslocado procurando ser o que não foi procurando um desejo perdido há muito encontrando nada nem mesmo o sonho tudo se consumiu tudo se perdeu so ficou o céu escuro da noite o brilho ténue das estrelas como lágrimas que correm da minha face e no final, só eu perdi

Fragmento 4 - Quem sou

Sinto a vida fugir-me entre os dedos, não sei onde fui buscar forças para escrever. Sinto-me desfalecer, entro num sonho, mas não sei onde estou. Tenho medo, não sei o que me espera… Tento fugir de um destino que me atormenta e nem eu sei bem porquê. O mundo parece desabar na minha cabeça e ao mesmo tempo fujo dele, estou só. A vida chama por mim novamente, que luz é esta no fundo do túnel? Que desejo é este de me prender a um mundo que não é meu? Que força que puxa para um destino redundante, que me leva a dar voltas sem fim, voltando ao inicio que nunca acaba? Fujo de mim mesmo, não sabendo o que me espera em cada fuga. Corro para bem longe do mundo. E para onde? Fujo de quê? De quem? Quem me chama e me procura nesta escuridão imensa, senão eu próprio. Como se fosse possível, fujo de quem não posso, de mim… E nem sei porque fujo, por que escondo, se a vida é minha e faço dela o que quero, sem restrições, sem desejos por realizar, sem momentos por viver. A vida é assim, sempre com ca...

Fragmento 5 - Sol

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Enquanto o sol de põe e vai levando embora, devagarinho, o resto do dia, penso em tudo aquilo que fica para trás. Os risos ecoam nos meus ouvidos, a fadiga de mais um dia de trabalho, deixa de pesar-me sobre os ombros e vai, vai para bem longe. O sol grande e vermelho, mergulha nas águas claras do oceano, o barulho das ondas quebrando na areia, embala os meus sentidos, o meu corpo deixa levar-se pelo som calmo do fim da tarde, pelas cores alaranjadas que pintam tudo em meu redor. Como num quadro, uma fotografia, tento capturar cada pormenor, cada momento deste final. Nem noite, nem dia, o momento perfeito da morte de um e nascimento do outro, a união única e especial, que podemos agarrar todos os dias das nossas vidas. Mas muitas vezes não nos damos a esse trabalho, quase ninguém pára para ver um pôr-do-sol. Sinto-me só, quando o mundo inteiro devia estar comigo, parece que só eu vejo esta paisagem linda, que se repete vezes sem fim. Existia já antes de eu viver e existirá depois da m...