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Sonhos

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Tantas vezes ouço as pessoas queixarem-se não sabem o propósito das suas vidas. Acho que não sabem porque não pensam da maneira correcta. Não é não saberem qual o propósito das suas vidas, mas, mas sim, terem um propósito na vida. Viverem sem qualquer propósito, causa a confusão. Não é uma vida sem propósito, mas uma vida despropositada.  Ora, o que é uma vida despropositada e uma vida desprovida de propósito. Parecem a mesma coisa. Não são.  Passo a dar a minha humilde explicação. Ora, uma vida em que não sabes qual é o propósito, é uma vida triste, porque não sabes o que andas aqui a fazer. Sobrevives. Mas isso não é viver, porque vejamos, somos nós próprios a achar que a vida não tem um propósito, não tem um sentido, não temos valores, não temos uma missão nesta vida. Somos mais que muitos, que já passaram e hao-de passar porque aqui, ou por ali, por esta terra. Correndo o risco de não fazer sentido, então o que é uma vida com sentido? Uma vida em que sabemos qu...

Impossível

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Algum dia sonhaste, que a vida um dia, te podia trazer algo que nem em sonhos imaginaste ser possível? Pois, há coisas que o Universo faz, traz, mostra, ensina, sei lá. Há dias que não são dias, são anos e há anos que são décadas. E tu vês o tempo e as coisas passarem diante dos teus olhos, sem saber que é possível. Já houve quem escrevesse que o sonho comanda a vida. Não discordo, antes pelo contrário, eu  sei agora, neste preciso momento, no espaço e no tempo, que o sonho comanda não só a vida, mas vidas. No plural. Porque nem fazia sentido se fosse no singular. Não faz sentido, certas coisas, serem feitas no singular. Mas também não sabes que forma e que sentimentos tomam no plural, ou pelo menos nunca imaginaste que pudessem tomar. E às vezes é simples. Só que na verdade não. Os sentimentos são simples, as acções são simples, mas as relações e as mentes metidas em confusões, que não sabiam que eram assim, tornam as coisas mais complicadas. Mas já sonhaste hoje? Já v...

Dias que não são teus

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Há muito tempo que as coisas não funcionavam. Há muito tempo que tudo se tornava doloroso e difícil de suportar. Certas coisas que fazemos, seja por nós ou pelos outros que nos rodeiam, são mais difíceis, sugam mais da nossa força vital do que os dias e anos que nos fazem envelhecer, lentamente. Costumamos dizer que quando "nada" já corre bem, "empurramos com a barriga", fingimos que a vida está boa e tudo normal, para deixar o coração sangrar por dentro, assim não se nota. Assim ninguém sabe. "Empurra-se com a barriga", só mais um pouco, só um dia, uma semana, um mês e depois anos. Falta-nos a coragem para reconhecer que não, não está nada bem, a vida não corre pelo melhor e quando nos perguntam, " então está tudo", "vai-se andando". Na verdade não vamos andando. Na verdade não saímos do mesmo sítio há dias, semanas, anos e dizemos sempre o mesmo, "vai-se andando". Andando para onde se estamos com os pés cimentados no chão, ...

ANA

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Ana, foi talvez a única coisa acertada que fiz em mais de dois anos da minha vida, era ainda pouco mais do que um adolescente, sem preocupações, numa época da minha vida em que só me apareciam raparigas fácies e desinteressantes, cujo único propósito nesta vida era terem um namorado troféu, porque pelos vistos eu era bastante apreciado naquela altura, era surfista, moreno, rebelde, cabelos compridos. Para depois irem contar ás amigas da nova conquista e serem alvo de inveja. Era quase um campo de batalha aquela praia, cheguei a andar com várias diferentes por semana. Mal sabia eu o que andava a fazer, também, naquela altura pouco me importava, a vida era bela e simples, tinha praticamente quem queria, surfadas todos os dias, copos todas as noites. Então apareceu ela, era linda, sem duvida uma das mais bonitas raparigas com quem alguma vez me envolvi, pensava eu que era igual ás outras, jovem, um pouco mais atrevida, penso que terá sido por isso que a julguei mal, ou talvez porque tudo ...

Spirit Horse

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  A vida ás vezes leva-nos por caminhos estranhos, tortos, sinuosos. Leva-nos em loucuras, e á loucura, devaneios, fogosos disparates, ou não... Leva-nos onde o coração manda e a razão não entra, nem pode entrar, não há lugar para a razão nesse lugar. Sempre ou nunca, fui de me levar ou deixar levar. Bem, se calhar é o contrário, sempre me deixei levar mais pela loucura do momento, do que pela razão ou consciência, mas não há muito, ou talvez até nada mesmo que me traga arrependimento, traz sim saudade.  Fugazes, audazes, breves, intensos, deixam água na boca, deixam ás vezes uma ou outra lágrima de alegria quando me recordo. Deixam risos e alegria, tristeza e ás vezes dá vontade de voltar... Há alguns que passaram a correr, outros devagar, outros não passaram de momentos, alguns foram desejos, alguns impossíveis tornados realidade, outros vontades, verdades, mentiras, mentiras não, todos foram verdades á sua maneira própria. Alguns foram erros, grandes, enormes, que me destroçaram, me...

Não me odeies...

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        Não me odeies, não me queiras tanto mal como o que te fiz. Não sabes, mas nunca o quis fazer. Não acreditas, mas é verdade. Só nos apercebemos do mal que fazemos, quando ele volta para nos atormentar. E dói, dói muito, e ainda dói mais saber que o fizemos e não podemos voltar atras. Não há forma de justificar, nem de corrigir o que esta feito. Por muito que nos digam o contrário, a verdade é que a mágoa fica, a lembrança fica, ás vezes até o rancor e a raiva, o ódio, que nos faz chorar de desespero, que nos faz morrer um pouco. E tudo isso vai matando o amor, aos poucos, ao inicio nem se nota, mas vai minando a relação, aos poucos, até só haver um vazio, tão grande, que já nem esse amor, por muito grande que seja, o consegue tapar. Não há mesmo volta a dar, nem há solução, mas sempre um novo começo, um novo dia, um novo amanhecer e acordar, um dia de cada vez. Há a vida e a morte, há o mundo e os amigos. Há a esperança, de que um dia tudo mude, que um dia deixe de doer, que dei...

Sinto a Alma gelar...

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  Porque não vais de uma vez? Porque te sinto fugir-me por entre os dedos, que já não te conseguem agarrar. Estas mãos que não me respondem, este corpo que não controlo mais. Deixa-me de uma vez. Mas promete que voltas. Não vás. Afinal não quero que me deixes. Dói-me tanto o corpo que não sinto. As mãos que não fecham, as pernas que que não querem andar. Sinto-me perdido num mundo de onde não saio, nem para dormir. Sinto-me frio, sinto a Alma Gelar, sinto que tudo foge de mim e eu não corro atrás de nada, não posso. Não sei sequer há quanto tempo não sei de nada, há quanto tempo estou assim, aqui, perdido, morto, vivo mas dentro de uma casca morta e podre. Os momentos que tenho de lucidez, não sei se são realmente reais, se são fantasia. Que vida é esta, que martírio infeliz. Sei de onde vim, ás vezes, e sei para onde vou, quase nunca. Ous e calhar não sei, e só finjo que sei porque não há nada mais a fazer senão fingir. Finjo que te vais embora de vez. Mas não quero que vás, pelo meno...

Voltar atrás...

Parecia ser um plano perfeito, ate ter começado a pensar em tudo o que poderia correr mal. Ao inicio parece sempre tudo perfeito, mas e se… Pois e se em vez disso, ou talvez possa ser antes assim, ou então não. Eu era assim complicada, triste e complexada, achava que nada corria bem, nem nada nunca iria correr. O meu lado sombrio era eu própria, e não havia outro lado sem ser sombrio. Um dia decidi, era hoje, e afinal não foi, não tive coragem. Outro dia foi, num outro dia, enchi-me de coragem, fui ao quarto dos meus pais, abri o guarda-fatos, subi a prateleira, e tirei de lá a arma que o meu pai escondia. Estava mesmo decidida a não ser mais infeliz, não dar mais trabalho a ninguém. Peguei nela, encostei na cabeça e matei-me. Pois, nem a arma estava carregada, nem tão pouco era verdadeira. Mais envergonhada do que assustada, saí dali a correr. Não deixei sequer uma carta, não dei uma justificação, ate porque ela não existia. Apanhei a primeira caixa de medicamentos que encontrei...

Ao menos...

Preciso de te ver. Digo eu ao telefone. Tu respondes que sim, hoje pode ser, a tua mulher não esta em casa. Meto-me num táxi e corro para tua casa. Atendes-me a porta já quase despido, a noite é longa e intensa, fazemos amor que nem doidos, na cama no chão, no sofá, no chuveiro, sinto-me capaz de te matar de paixão. Mas a noite, que tão longa parecia, logo se desfaz, o sol bate à porta. Acordo e penso em ligar-te, contar-te o meu sonho, mas a tua mulher é que está ao teu lado, eu não passo de um fantasma do teu passado, é hora de voltar a dormir, ao menos nos sonhos és meu. By: Angel-of-Death

So me dizes hoje...

Sabes, hoje não gosto de ti, nem tão pouco quero estar contigo. Hoje fazes-me mal, e eu hoje só quero coisas boas na minha vida, e tu, claramente não és uma delas. Hoje vou arranjar um outro amante, hoje vou ser livre, livre de não pensar em ti, de não ter que te aturar. Amanha, amanha logo se vê, se eu voltar… Não quis acreditar no teu bilhete quando cheguei a casa, escrito em post-it’s, espalhados pela casa, como um caminho terrível para eu seguir, achei que era brincadeira, de muito mau gosto, mas brincadeira, tentei ligar-te, o teu telemóvel estava desligado. No dia seguinte não voltaste.   By: Angel-of-Death  

Talvez mentiras...

Nunca te lembras de mim? Pois olha que eu nunca me esqueço de ti, nem poderia… Alguma vez quiseste não me esquecer? Alguma vez foste feliz? Não consigo recordar-me da tua felicidade nem da tua tristeza, e agora que penso nisso, nem da minha, só me recordo de ti, quando eras minha, quando pensava que eras minha. Nunca o foste, pelo menos não só minha e eu sempre o soube e não queria saber, fazia de conta, de conta que eras só minha. Fazia de conta na minha cabeça, fantasiava, sonhava com uma vida perfeita que nunca deixei que me desses. Nunca te deixei seres só minha, como tanto queria, como tanto pensava. Nunca te lembras de nós? Pois olha que eu nunca me esqueço de nós, nem poderia… Mesmo quando não vinhas a casa, mesmo quando te viam com alguém, para mim era sempre mentira que inventavam para nos afastar. Tudo o que acontecia tinha sempre uma explicação, sempre uma desculpa, sempre uma razão de ser. Às vezes penso que tudo não passou de fantasia minha, mais uma invenção ...

Finalmente

Olá a todos os que seguem ou seguiam aquilo que eu aqui ía escrevendo. Sempre prometi que voltava e agora voltei de vez. Já fiz um post, e porei pelo menos mais 4 pequenos textos nos proximos dias.   Obrigado pela paciencia.

Negro no fim

E vai-se perdendo de vista o mundo lá fora, tudo parece passar depressa demais, mais depressa do que consigo agarrar. Nada parece fazer sentido, nem consigo sentir nada, é tudo tão rápido, tão vazio, tão fugaz. Não faz mais sentido tudo isto. Estou a ficar confuso, começo a misturar ideias com coisas e coisas com ficção, e às tantas já nem sei o que é o quê. Às vezes faz mais sentido o que não faz sentido nenhum. Começo a perceber isso agora Pena que seja só agora, quando já nada se faz sentir. A tristeza da vida é esta mesma, a vida, quando dela fugimos, quando dela não sentimos falta. A vida é triste e alegre, é má e boa, pode ser doce ou dolorosa, é justa e injusta, é azul, e vermelha e amarela e verde, e é Outono castanho e Inverno frio. Mais frio para uns do outros… Mas é negra, triste e dolorosa, para a grande maioria de nós. Nós que nos escondemos nas sombras, nós que fugimos do mundo, nós a quem tudo nos dói, mesmo quando tudo é branco ou azul, logo fica negro e fúnebre. ...

Nameless...

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  OK, mais uma foto. Ainda não tive tempo para passar mais textos. As coisas andam a acalmar, pode ser que nas proximas semanas consiga.

Afinal, ainda não comecei a actualizar isto mais vezes.

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Aqui fica mais uma foto, com a promessa de começar a por mais textos em breve.    

Untitled

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  Olá.   Já la vai algum tempo desde o meu ultimo post aqui. É pena, porque uma das coisas que mais gosto é de escrever estes textos. Infelizmente não tenho tido grande tempo para o fazer. Para aqueles que visitam regularmente este blog, so posso deixar o meu agradecimento e a promessa de que será actualizado mais vezes, com mais fotos e textos de agora em diante.   Angel-of-Death

Até Quando

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  Não sei o que se passa contigo, nem quando tudo começou, mas acho que foram os pequenos sinais, que me fizeram perceber que algo não estava bem, tudo parecia errado. Sinto-te fugir, sinto tudo fugir do meu controlo, se é que algum dia tive controlo, sobre o que quer que seja, e tudo continua a parecer-me tão errado, até quando... Tudo se torna irreal, demasiado irreal, tudo em nada se torna, nada do que consigo entender, compreender, até as coisas mais simples se tornam quebra cabeças incompriensíveis, sinto-me fugir, a minha cabeça não consegue mais raciocinar, sinto-me estúpido e inútil... Ontem perguntei-me onde tinhas estado, senti-me lucído, mas não tive resposta, não te dignas falar comigo, e eu tento, em vão, sem qualquer reacção, nada do que faço parece merecer resposta ou acção. Sentado no sofá, vejo a televisão, mas não sei em que canal, não ouço o programa, tento mudar.... Pareço uma alma penada, andando pela casa, sem andar, sinto o peso da solidão, cada dia que passa, co...

Untitled

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Alguns momentos são só meus

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Mais um dia se vai embora, devagar, quase não damos por ele na azáfama do dia a dia. Não reparamos que o sol se põe, longe, distante, levando o dia ao outro lado do mundo. Levando o nosso dia, aquele que deixamos passar, sem sonhos, sem alegrias nem tristezas, só mais um dia vazio e sem sentido, quando nada faz mais sentido muitas vezes. O sol já se põe e eu estou aqui, perdida, perdido, sem saber o que fazer da minha vida, tenho os sonhos desfeitos, a esperança que é a ultima a perder, foi a primeira que perdi e perdi-me, tantas vezes em ti e nestes momentos, só meus, que não posso nem quero partilhar com ninguém, nem mesmo contigo, que tanto bem me fazes e a quem eu não deixo entrar na minha vida. Mas não posso. Esta confusão é só minha, não posso levar mais ninguém, é uma viagem que só eu posso fazer, e não vou arrastar ninguém. São dias como este que me fazem pensar, que pensar é desnecessário, um acto completamente inútil, sou inimigo do mundo e com ele me deito, noite após noite...

Sun flower

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3 - Saudades de ti

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As contrariedades da vida, levam-nos por vezes, a sítios que julgávamos nunca visitar. Lugares escuros e sombrios, onde vivem os nossos medos e pesadelos. Falta-nos força para seguir em frente, para lutar contra tudo. E por vezes é nesses mesmos sítios que encontramos a vontade e o querer, que nos fazem erguer a cabeça e dar graças por estarmos vivos, por termos dois braços e das pernas que nos fazem mexer, vontade de voltar a tentar, de voltar a crescer, enfrentar a vida e vê-la com outros olhos. O fim é só o início. O início de uma nova etapa, de uma nova vida. Uma vida sem ti, que tanta falta me fazes. Uma vida sem tudo o que passamos e que me trás saudades. Um novo começo, fico eu esperando, com todo tempo do mundo, que me vai enterrando. As vezes nem sei do que sinto falta, não sei se quero ver-te outra vez, fica tudo confuso demais, e depois, depois adormeço mergulhado numa escuridão imensa, cheio de luz e de medo, o sol queima a minha pele branca, e ouço, ouço a tua voz, dentro...

2 – Agarrada ao passado

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Continuo agarrada a ti, ao passado, ao nosso passado, meu e teu, tudo passou para ti, mas nunca para mim, não consigo evoluir, crescer e ultrapassar todas as coisas que fizemos juntos, nem tão pouco consigo suportar a ideia, de estares agora com alguém que não eu, mesmo sabendo que é tudo na minha cabeça, dói-me demasiado pensar, e no entanto, não penso noutra coisa, não sonho senão com isso, tenho medo de dormir e de lá te encontrar com outra. Já tentei de tudo, mas a vida não me ajuda, nem eu a ajudo a ela, e eu não sei como fazer, que mais posso fazer quando de tudo já tentei. Até mesmo tirar a minha própria vida, mas o acaso assim não o quis, decidiu que não era a hora certa, alguém me segurou naquela hora e não consegui. Tentei arrancar o coração do peito, mas de que adiantava isso, dizem que o amor é eterno e até à morte sobrevive, pois então, de que adiantava morrer, se nem assim te poderia esquecer. Há quantos anos sigo pensando em ti, nem eu própria sei, já perdi a conta dess...

1- Recanto escondido da saudade

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Sinto saudades do teu olhar, da maneira como me olhas, saudades do teu toque, da maneira como me tocas. Nunca te vi, e no entanto os nossos olhares já tantas vezes se cruzaram, e tu nunca me viste, nunca realmente. Nunca soubeste calar o teu descontentamento, nem nunca consegui saber o que fazer, não havia nada de errado comigo, e acho que esse era o problema. Faltava o vilão na tua vida, aquele homem que te tratasse mal, como eu nunca fui capaz. Agora que tudo passou, não posso deixar de lembrar, de pensar em ti, sim, porque ainda penso, apesar de tudo ter terminado, sem sequer ter começado, e tudo o que queres de mim agora, só um dia te pude dar. A urgência da minha paixão não conseguiu esperar por ti, e tu nunca soubeste dizer-me o que estava errado. O peso do meu amor ardente, assustou-te, fugiste de mim sempre que podias, procurando-me no frio da noite. Mas para mim nunca chegou, nunca realmente te vi, nem tu me viste a mim, não foi possível, não foi preciso, não foi o momento ce...

Novos Horizontes

Bem, a partir de hoje, os novos posts, sejam textos, ou fotografias, farão parte de uma nova serie de trabalhos. Quem sabe, para um outro livro, se algum dia vier a publicar. Obrigado por todas as visitas.

Only love

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Picture by: Angel-of-Death

Fragmento 2 – Só eu, só…

Sou uma criança mimada, mas ás vezes nem tanto, falta-me amor, não é só de vontades e de mimos que alguém consegue viver emocionalmente estável. Tenho acessos de loucura, loucura temporária, não sei com quem falo e como falo, magoo tudo e todos, faço disparates, aprendo a amar em minutos. Preciso de amor e procuro-o, mesmo onde ele não existe. Confundo todos e a mim mesma, sou o maior inimigo de mim, vivo ás vezes só para me magoar, para me mostrar que consigo sentir, que não sou de pedra, que não sou fria, mesmo quando me aturam com toda a neve do mundo. Vivo os problemas dos outros que também são meus, não fujo de nada, sou forte e choro, sou forte e caio por terra, desterrada, infeliz e miserável, porque não consigo fazer com que se gostem, não consigo remendar o que está mal. Estou frustrada, estou mal e não sei que fazer, mostro tudo aquilo que não sou, vivo sozinha dentro de mim, amo sem saber porquê, e fujo, deixo que tudo fuja de mim, porque não me consigo agarrar, não consigo...

Fragmento 4 – Nunca sou eu…

Só depois de começar a escrever sobre as mulheres, me dei conta do quão complicado eu sou, nunca me tinha apercebido de que era tão possessivo, não no que diz respeito a ciúmes, claro que também os tenho, mas sim em relação aos meus amores passados, porque me apercebi que mesmo depois de terminadas as relações, continuo com ciúmes, continuo a achar que deveriam ter-se mantido fies ao sentimento que existiu, mesmo eu não sendo, ou não tendo sido. Sei que não tenho esse direito, mas não o consigo evitar. Sempre achei que amei todas, à minha maneira, amei cada pormenor que as distinguia, por coisas as vezes até insignificantes, mas que para mim fizeram a diferença. Assim sempre foi fácil eliminar os defeitos, simplesmente ignorava-os, só quando eles se tornavam mais visíveis, aí o meu interesse diminuía, e voltava a procurar alguém, que voltasse a despertar algo em mim Acho que foi sempre uma espécie de mecanismo de defesa, nunca me abri por completo com nenhuma delas, aquilo que julgava...

Fragmento 5 – Para mim, por ela, para ela

Manhã, sol, dia azul, claro, ainda cedo, uma brisa soprava do mar, fresca, entrava pela janela do quarto que tinha esquecido aberta na anterior, como que chamando-me, acordando-me para a vida. Rapidamente me levantei, ainda descalço e só de calças de pijama, roupa que uso de verão, se é que uso alguma, saio para a varanda e logo o odor do mar entrou em mim, a maresia intensa daquela manhã impelia-me para sair de casa. Assim o fiz, de prancha na mão, depressa desfiz a pouca distancia que me separava daquela areia branca, o mar estava lindo, de um azul tão profundo que se fundia com o próprio céu, ninguém que ali estivesse nesse momento conseguia distingui-los, a ondulação calma, mas constante de cerca de um metro, estendia-se por várias dezenas de metros, excelente, pensei eu. O sol estava já bastante quente, não senti necessidade de vestir o fato, somente de calção, como o faziam os primeiros bodyboarders, quando ainda não havia nada de tecnologia aplicada a este desporto. Entrei, a á...

Fragmento 6 - Como antes

Vens descalça, despida, despida também de mim. Onde está a paixão que via nos teus olhos, nos meus, onde está o amor eterno que juraste, onde está o desejo de mil noites de fogo, em que saudamos o novo dia com um beijo, selamos o nosso segredo com um olhar, fingimos nem reparar, as horas passam e sinto um nunca me fartar de ti, o dia não passa e as horas não correm, aqueles momentos que pareciam eternos enquanto nos amávamos. Quando? Diz-me quando tudo isso se foi! Diz-me que estou errado, que não te vejo ainda em todo o lado, diz-me que tudo isto não morreu. Mostra-me quem fui, quem sou, mostra-me o que de errado se passou, porque não vimos tudo cair, como não notamos a vida a fugir. Por entre os dedos, deixei que levasses meu coração, minha mente, meu corpo, tentei dar-te tudo o que de melhor eu sabia, e para quê, o meu melhor nunca foi suficiente, nunca foi o ideal, e não precisava de o ser, talvez mais original, diferente, mas não sei ser assim, só sei ser eu, o eu por quem te apa...

Fragmento 9 - Um sonho meu...

Pensei escrever algo bonito, que mostra-se a alegria de viver que me vai na alma, a alegria de amar, de me sentir amado é quase surreal, como um sonho, ou é um sonho, mas tão real que o posso sentir, tocar, cheirar, até mesmo sentir-lhe o sabor e ela própria é um sonho, o meu sonho, o sonho de um dia encontrar alguém como ela, é claro que nunca pensei que ela ia ser tão nova, mas o meu coração não sente essa diferença e penso que o dela também não. Quando estamos juntos o tempo pára, o sol não deixa de brilhar, a água deixa de correr, somos só nós numa redoma de cristal e o mundo todo cá fora deixa de se ouvir, deixa de ser importante, desaparece como que por magia e o sol brilha só para nós. Sentimos o fogo ardente, da paixão que nos consome a alma, um sentimento tão intenso, que surgiu de uma simples amizade e evoluiu, cresceu e se tornou no imenso amor que sinto agora, amor que me aquece, que me conforta, que me alegra, que me ocupa o pensamento e não dá espaço a mais coisa alguma,...