Fragmento 31 - Quase que te odeio
Detesto quando me olhas assim, parece que me vês através da roupa, da alma, fazes-me sentir nua, usada, sem segredos, despida da minha própria intimidade, da minha identidade, sinto-me um pedaço de carne, que comes quando bem te apetece, que usas a teu belo prazer, onde e quando te dá vontade, para depois me esqueceres, até à próxima refeição. Às vezes quase me odeio por te amar tanto, quase te odeio por me fazeres tanto mal, mas não consigo, o meu amor é maior que o meu ódio e acabo sempre a chorar por ti, por sinto a tua falta, mesmo sabendo que vais voltar a usar-me...
E mesmo quando me amas, é sempre em segredo, e sempre me da medo, porque nunca dura muito esse teu amor.
Forma estranha de amar, que mesmo nãoi conseguindo calar, sei que a devo mudar, esquecer, sem ti, continuar a viver, mas não consigo e quase que te odeio...
Porque me prendes a ti? POrque não me deixas viver em paz, sem o brilho dos teus olhos, sem esse teu sorriso que tanto adoro, porque não me deixas de uma vez?
Sabes o quento me magoas e continuas, dás-me um pouco de amor e partes. E sabes quantas vezes quase te odeio, e sempre quero mais, espero por mais, tenho sempre a esperança que mudes e a certeza que não mudarás... Não aceito conselhos dos meus amigos, porque quando são contra ti, quase os odeio tambem, mesmo sabendo-os certos, mesmo eu conhecendo-te cada vez mais, amo-te e quase te odeio.
By: Angel-of-Death
In: "O espelho e eu"
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