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A mostrar mensagens de setembro, 2005

Fragmento 33 - Como te faço mal

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Às vezes gostava de não sentir mais nada, de não me preocupar, era tudo tão mais fácil, parecia tudo tão fácil, era um caso simples, nunca dveria ter sido assim, não era suposto ser assim, agora que tudo deveria estar bem, só te faço mal, só te magoo, só faço aquilo que não devia, mas não o consigo evitar. Parece-me lógico, nunca começamos bem, tería mesmo de acabar assim, ou até pior, sei lá, mesmo eu sabendo que não quero que tudo termine, era o caminho mais simples a seguir, o mais sensato até, o mais correcto seria eu nunca ter aparecido na tua vida, não te ter feito feliz, não te ter feito um cem numero de coisas de que não me arrependo, porque não posso, fui feliz contigo e não posso dizer que não o sou ainda, mas eu sempre quis muito mais, sempre me soube a pouco, quero sempre o mundo inteiro e nao consigo ter nada, nem a mim próprio. Sei que não é fácil sentires o meu olhar, veres o meu sorriso e até estar comigo e ser minha amiga, mas como queres que me afaste de ti? Não sabe...

Fragmento 32 - Não sou de lá

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Sinto-me bem,sinto-me mal, acho que até nem me sinto, nem sei muitas vezes o que se passa realmente comigo. A vida passa por mim sem eu entrar, sem eu a deixar entrar, sem fazer grande sentido para mim, como algumas vezes já não fez, como algumas vezes já tentei separar-me dela e não consegui, não me deixaram ou a coragem faltou. Seja como for, parece que finalmente as coisa começam a correr-me bem, ou mais ou menos, uns dias melhor outros pior, sim, porque nunca sei como vão ser, as minhas emoções são demasiado instáveis, não consigo controlar e esconder quando estou bem ou mal, e fico mal em segundos, muitas vezes até me sinto mal por me sentir mal, porque penso no que os outros pensam de mim. Mas, afinal, são meus amigos, deviam compreender-me e nem sempre sei se assim é... Mas a verdade é que é cá que me sinto bem, apoioada, feliz, sim, porque apesar de ter nascido e ter sido criada e até morar lá, não sou de lá, é aqui que me sinto em casa, aqui aprendi a contar com o apoio das p...

Fragmento 31 - Quase que te odeio

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Detesto quando me olhas assim, parece que me vês através da roupa, da alma, fazes-me sentir nua, usada, sem segredos, despida da minha própria intimidade, da minha identidade, sinto-me um pedaço de carne, que comes quando bem te apetece, que usas a teu belo prazer, onde e quando te dá vontade, para depois me esqueceres, até à próxima refeição. Às vezes quase me odeio por te amar tanto, quase te odeio por me fazeres tanto mal, mas não consigo, o meu amor é maior que o meu ódio e acabo sempre a chorar por ti, por sinto a tua falta, mesmo sabendo que vais voltar a usar-me... E mesmo quando me amas, é sempre em segredo, e sempre me da medo, porque nunca dura muito esse teu amor. Forma estranha de amar, que mesmo nãoi conseguindo calar, sei que a devo mudar, esquecer, sem ti, continuar a viver, mas não consigo e quase que te odeio... Porque me prendes a ti? POrque não me deixas viver em paz, sem o brilho dos teus olhos, sem esse teu sorriso que tanto adoro, porque não me deixas de uma vez?...