Fragmento 23 - Um passar...

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Envelhecer, certo, é certo que os anos passam por nós, a correr, por vezes, lentamente, quando o momento assim o exige, quando a alma nos comanda, qaundo nos guia.
A morte é inevitável, a única grande certeza da vida, tão grande como a própria vida, que nos dá liberdade para decidir, caminhar pelos nossos próprios passos, errar, erguer a cabeça, aprender e seguir em frente. Por vezes breve, quando a morte nos toma, o que a vida nos dá, ceifando tudo, indescriminadamente, deitando por terra todos os sonhos e esperançãs, a busca constante de uma vida melhor, saqueada, na derrota, da única guerra que a vida não pode vencer, pode lutar, como lutavam os índios, incessantemente contra o extremínio do seu povo, com garra, com vontade e imensa coragem, mas por muitas batalhas que vença, o final da guerra está já traçado, a morte acabará por vencer pelo cansaço, pela persistência, porque tempo não lhe falta. Por toda a eternidade irá conquistar, conquistar corações e mentes fracas, alguns até se entregam, sem motivo aparente, sem vontade de viver, sem vontade de aprender a vida, sem nunca procurarem a felicidade. Estúpidos. A vida é um dom, a maior riqueza que poderiamos receber, todos os sentidos, recebendo sensações a cada instante, agradáveis, ou não, são elas que nos fazem sentir vivos, felizes ou tristes, sempre vivos, e é essa a razão da nossa existência, viver, o mais que se puder, porque um dia o corpo morre, e só o espírito vive, vagueando pelos lugares que outrora podias tocar, as flores que podiamos cheirar, o amor que podiamos dar ou receber, a vida feliz que poderiamos ter...

By: Angel-of-Death
In: "O espelho e eu"

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