Fragmento 20 - Final de tarde
Enquanto o sol se põe, e vai levando embora, devagarinho, o resto do dia, penso em tudo aquilo que fica para trás.
Os risos ecoam ainda nos meus ouvidos, a fadiga de mais um dia de trabalho, deixa de me pesar nos ombros e vai, vai para longe.
O sol vermelho e bem grande, mergulha nas águas claras do oceano, o barulho das ondas quebrando na areia, embala os meus sentidos, o meu corpo deixa levar-se pelo som calmo do fim da tarde, pelas cores alaranjadas que pintam tudoem meu redor.
Como num quadro, numa fotografia, tento captar cada pormenor, cada minuto deste final.
Nem noite nem dia, o momento perfeito da morte de um, e nascimento de outro, a união única e especial, que podemos agarrar todos os dias das nossas vidas, mas que muitas vezes não nos damos a esse trabalho, quase ninguém pára para apreciar as coisas belas da vida.
Sinto-me só, num momento em que deveria ter o mundo inteiro comigo, parece que só eu vejo esta paisagem linda, que se repete vezes sem fim. Existia antes de mim e existirá depois, que a minha noite se levantar.
By: Angel-of-Death
In: " O Espelho e eu"
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