Voltar atrás...
Parecia ser um plano perfeito, ate ter começado a pensar em tudo o que poderia correr mal. Ao inicio parece sempre tudo perfeito, mas e se… Pois e se em vez disso, ou talvez possa ser antes assim, ou então não. Eu era assim complicada, triste e complexada, achava que nada corria bem, nem nada nunca iria correr. O meu lado sombrio era eu própria, e não havia outro lado sem ser sombrio. Um dia decidi, era hoje, e afinal não foi, não tive coragem. Outro dia foi, num outro dia, enchi-me de coragem, fui ao quarto dos meus pais, abri o guarda-fatos, subi a prateleira, e tirei de lá a arma que o meu pai escondia. Estava mesmo decidida a não ser mais infeliz, não dar mais trabalho a ninguém. Peguei nela, encostei na cabeça e matei-me. Pois, nem a arma estava carregada, nem tão pouco era verdadeira. Mais envergonhada do que assustada, saí dali a correr. Não deixei sequer uma carta, não dei uma justificação, ate porque ela não existia. Apanhei a primeira caixa de medicamentos que encontrei...