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A mostrar mensagens de maio, 2005

Fragmento 19 - Caminho

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Por vezes a vida parece passar-me ao lado, mas quando páro para pensar nisso, vejo que não, é o mundo, o mundo é que muitas vezes passa por mim sem eu dar conta, passa e pára, como numa paragem de autocarro, mas eu não subo, prefiro viver no meu proprio mundo e não no de todos, ou da grande maioria, fujo da confusão, do barulho, do stress que nos consome dia após dia, até nos levar a loucura, ou à perda de vontade própria, em qualquer dos casos, rouba-nos a nossa identidade, passamos a ser só mais um, no meio de milhões, mais um autómato, mais um que deixará de pensar e começará a fazer tudo por reflexo, por hábito e não por vontade própria. Loucura que nos rouba a alma, que nos deixa ocos, sem sentimentos até, ou com sentimentos programados, que não são os nossos, mas que nos são incutidos pela sociedade decadente e hostil em que vivemos, que nos ensina a odiar, a amar e sei lá mais o quê, mas pelas razões erradas, sem instinto, sem verdade no sentir, só agarrados a ideais idiotas, p...

Fragmento 18 - Quem é?...

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Vozes do passado ecoam na minha memória, espíritos, seres que já não existem, ou pelo menos não como eu os recordo, deformados pela vida, pelos sentimentos, pela paixão, alguns até deformados pelos meus actos impensados, pela minha despreocupação, pelo meu amor pela vida, porque claro, cada um ama à sua maneira e é essa individualidade que nos faz ser tão iguais e tão diferentes, iguias nos sentimentos gerados, diferentes na maneira de os sentir. Mas eles perseguem-me, como uma maldição, que não me larga onde quer que vá, atormentando os meus sonhos, os meus pensamentos e os meus actos, como que lembrando-me que não devo voltar a errar. São tantas as coisas que me passam pela cabeça, longos dias, quase intermináveis, sem fim, pensamentos que teimo em não ouvir, vozes que que teimo em não pensar, mas tudo recomeça e acaba num ciclo vicioso, num vai e vem de sensações contraditorias, de palavras a mais que nunca foram ditas. Correntes param à minha passagem, mares de gentes, vegetando n...