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A mostrar mensagens de abril, 2005

Fragmento 17 - As vezes não chega

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Acho que por vezes me esqueço de certas coisas, de fazer certas coisas, ou mesmo de dizer, mas nunca sei o quê, mesmo apesar desta sensação de que algo faltou, não consigo perceber o que foi, alguma coisa escapa á minha atenção ou então não estou atento a tudo, como sempre penso estar. Passo dias e dias, noites mal dormidas, sempre pensando no que correu mal, ou bem, no que fiz, no que disse, no que ficou por dizer e não encontro nada, nada que não tenha dito, que não fosse melhor ter calado, nunca foi certa a latura, nunca valeu a pena, palavras não dizem tudo, um olhar vale mil palavras, um gesto mil olhares, um beijo, um beijo muitas vezes não valeu foi nada, o sentimento não existia e quando é assim, o vazio apodera-se de nós, passa a ser um acto forçado e sem significado, sem sabor, uma obrigação, e o sentimento seguinte é horrível, quase de nojo, de ódio. Acho que cheguei a odiar-me a mim mesmo, por ser tão fraco, por ceder a todas as vontades acima da minha propria vontade, mas...

Fragmento 16 – Dorme

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Hoje dormi, dormi na vontade de te ver dormir a meu lado, dormi no leito quente, que o teu pensamento aqueceu, e a tua alma, sublime, veio soprar no meu ouvido, veio a rrepiar a noite, acordar o meu sono e trazer-me de volta ao mundo real, ao teu olhar, que de tanto o fixar, me parece real, ali, ao meu lado. Cada vez que fecho os olhos, sinto a tua respiração perto de mim, como no telefone, quase posso ouvir a tua boca, os teus lábios tocarem-se, como que para dizer alguma coisa, fazendo-me sentir feliz. Durmo, durmo quente, aconchegado no teu amor, na esperança de um dia, dormir tambem, aconchegado no calor do teu corpo, durmo, sereno, tranquilo, contigo em mim, sempre, sempre dentro de mim, crescenfdo mais e mais, a cada vez que diz que me ama. O telefone, a conversa, a sua voz do outro lado, a felicidade por me ouvir, não sei, nada me parece mais certo do que isto, que pode haver de errado num amor assim. Um amor que nos traz felicidade so de pensar nele. Num amor que sem se perceb...

Darkest Dream

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In the deep, darkest dream I see you, my love, i see you My life and my soul Running wild and free No master or burden No love inside of me I live as i will die Alone, in the shadows Buried deep inside my heart Tearing my soul apart Demons from the underworld Fill my mind with dreams A twisted sight of fantasy Cause nothing is what it seems I pray the gods, each and every day To guide me through my path To give me light along the away And keep me away from DEATH Dreams, of stolen heart Of broken vough A wounded soul Dreams, of love to give Love to take Love to live By: Angel-of-Death

Fragmento 29 – Eu como tu

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L, é uma criatura da noite, doce, terrivelmente doce e incompreendida, nem mesmo ela sabe quem é, ao que vem, para onde vai. L tem um sonho, ou melhor, tem vários sonhos, adora cantar, representar, e acaba por ter de fazer sacrificios, para esconder a sua verdadeira natureza selvagem e negra, porque precisa das oportunidades que lhe proporcionam. Ela pensa que não foge de si mesma, mas a verdade é outra, a verdade é que aos poucos vai perdendo aquilo que a distingue dos comuns, a sua beleza interior, a sua verdadeira identidade. Perder-se na noite, como quem segue um instinto animal, sem rumo, sentindo só o cheiro, procurando aquilo que nunca vemos, mas sabemos que lá está. O perfume do luar, que pousa levemente sobre a areia, onde o mar se deita em ondas verdes de espuma branca. Sentir a doce tristeza de um cemitério vazio, a calma e paz imensas, nos invadem, cobrindo tudo com uma neblina de melancolia. Nem sempre é assim, nem sempre podemos levar os nossos corpos onde os nossos sent...