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A mostrar mensagens de dezembro, 2004

Fragmento 14 - Não

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Não Negação, palavra que impõe acção, que significa um fim ou não. Palavra vazia e sem sentido. Sem significado. Um não geralmente implica um motivo, ou não. Dizemos que não, quando realmente queriamos dizer que sim. Somos muitas vezes falsos, connosco próprios. E porquê não, quando o sim até é mais fácil, ou não. Sabes, tu não és nem serás como eu, como nós, como tu até. Tu és como eu te sempre quis, como tu quiseste ser. Não há muito a dizer sobre ti, que já não tenha por ventura dito, Não sei ser poético nem escrever bonito, mas sei que tu és ou não Aquilo que sempre quis para mim. Um vulcão, nunca extinto, escondido dentro de ti, secreto, Longe do mundo, só no teu Um sorriso que ilumina tudo ao passar, mas que as vezes esconde Esconde as mágoas que te queimam a alma E tantas vezes a tua voz se cala, mesmo quando falas e nunca dizes O que realmente sentes, por medo, vergonha, carinho até. Mas, quem és tu realmente? Porque te escondes de mim? Porquê de mim? Não sou eu afinal que te ...

Fragmento 10 - Quando fui o que havia de ser...

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Os dias passavam e M. nunca mudou, não sabia mudar, ou talvez a mudança a assusta-se tanto como a permanência, ou então simplesmente não queria, o que neste caso vai dar ao mesmo. Nem a mudança das estações, dos dias, das horas, nem o mudar do vento, da chuva e dos tempos, nem tudo isso faziam M. ter vontade de mudar, ou talvez de perder o medo. M. não era triste nem contente, vivia feliz no seu mundo côr de rosa, ou fingia viver, quando por vezes a vida não lhe dava alegrias, se é que algum dia lhe deu. Quando conheci M. vivia tempos dificeis, não sabia bem que rumo dar á minha vida, não sabia como anular o vazio que sentia dentro do peito, deixado por A., nem como mudar esse rumo, nem como preencher o vazio. Mas que vazio? Que rumo? Que mal tinha a minha vida e a maneira como a vivia? Só o soube quando a conheci, há alguns anos atrás, era ela ainda muito nova, muito inocente, cheia de vida e de sofrimento, e eu não ajudei em nada. Bem pelo contrário, saí da sua vida quando era talve...

Canto do Prazer

Canto do Prazer E eu estava colado a ela, todo agarrado a ela segurando-a por detrás, a beijar-lhe os ombros e o pescoço junto aos cabelos, a lambê-la, a mordê-la nos ombros, no pescoço, nos cabelos pretos, as costas dela tão brancas, e a Vera estava mesmo em frente aos meus olhos, a beijá-la na boca num beijo que parecia nunca ir terminar, como se as duas bocas fossem uma só, um músculo, um bicho do mar, e depois ela virou a cabeça para trás para encontrar a minha boca, os meus dentes, a minha saliva e suspirar, e ela estava toda despida com a pele muito branca à mostra e o seu corpo de sereia ondulava inconsolável num movimento lento, por vezes um estremecer de prazer, e o corpo dela despido contrastava com os nossos, a Vera por completo vestida, agora já só interessada em dar-lhe mais prazer ainda, beijando-lhe os meigos seios, sem pressa de chegar, e os suspiros faziam eco nas paredes brancas, e eu tirei o meu sexo de dentro das calças, ou entao foi ela, e ela agarrou-o com a sua ...

Fragmento 13 - Ser ou não ser S

S levava uma vida triste, o amor nunca lhe tinha trazido grande felicidade, bem pelo contrário. Para S o amor era sempre demasiado duro e cruel e nem por isso ela exigia demais dos companheiros. Sempre deu o seu amor incondicionalmente, sem pedir quase nada em troca, a não ser um pouco de carinho e compreenção. Coisa que ela raramente tinha, ou quando tinha, nunca durava muito, nunca chegava para compensar os maus tratos que sofria, não a nivel fisico, mas a nivel sentimental. Agora que recordo, nunca vi S mais do que uma semana feliz, e como ela merecia... S era uma bela e jovem mulher, ou melhor, S é uma bela e jovem mulher, com um coração enorme, mas com uma enorme fome de carinho, ela nem sempre o diz, mas sente-o e eu sei disso... S tem um grande problema, não sabe quando desistir, e continua buscando o amor, mesmo quando esse amor lhe traz mais sofrimento do que alegria. Mesmo quando sofre mais do que devia, ela continua a tentar remediar uma situação sem remedio, sem futuro. Do...

Fragmento 12 - O meu mundo é o teu...

O meu mundo, igual ao de tantos outros diferente de cada um porque todos vivemos no mesmo. O meu mundo, que não é só meu é teu, é nosso... O teu mundo, que é o meu onde cabem todos e só eu e tu, não é fechado, nem é aberto não tem fronteiras nem limites onde entram e saem pessoas amigos, conhecidos, familiares e desconhecidos. Amores, inimigos... Que mundo é o meu? Que mundo é o teu? Não vivemos todos no mesmo mundo? Levamos vidas diferentes, Temos sonhos diferentes, Queremos coisas distintas, mas sempre tão iguais. O meu mundo não é negro e sombrio, como o teu não é banhado pelo sol, Não é o mundo que é distinto, eu é que sou igual a mim mesmo e diferente dos demais. Não é um abraço, sempre um abraço? Onde quer que seja dado, não é quem o dá que conta? Como podemos viver nós em varios mundos, quando nos vemos tantas vezes, como podemos nós viver no mesmo mundo, quando somos tao diferentes. Diferentes? Diferentes como? Mundo? Que mundo? Eu? Sim, eu no meu mundo tu no teu, e afinal, es...