Mensagens

A mostrar mensagens de novembro, 2004

Fragmento 11

Chegou Como o vento ou a chuva Sem se fazer anunciar instalou-se e nada disse Tomou como seu algo que nao lhe pertencia Não pertence, nunca pertencerá... Mas que ela tomou Apoderou-se do que nunca podia ter Do que nunca poderia ser se fez feito Se tornou corpo e alma Invadiu os meus sentidos Encheu-me de sentimentos que julgava para sempre enterrados Perdidos... Voltou a dar sentido a um vazio Voltou a dar vida a um coração perdido Perdido na propria mágoa. Chegou e ficou Não disse nada e ficou Chegou sem querer coisa alguma e levou tudo. Chegou sem ser Chegou sem fazer Ficou e é, mesmo sem o saber. É tudo o que nunca algum dia foi Nem nunca algum dia será, Um todo de alguém que não tem nada, Uma alma que me faz perder os sentidos e a razão Mas que me encontra até nos meus sonhos Sonhos... Ela chegou e voltei a sonhar Voltei a tentar sonhar com alguma coisa Vontade de querer ser mais De ter mais e mais do que nada tenho. E talvez nunca possa ter. Ela chegou e ficou, Dentro de mim... B...

Saudades

Não é um vício não, é uma vingança. Acontece quando acordo a meio da noite e estico os braços á procura e não sei que estou só. A cama é grande e só do meu lado está desfeita. Acordo á procura do corpo que faz falta e só tenho o meu que está a mais. Fecho os olhos, como se já não estivessem fechados, e o que está dentro de mim é uma ânsia. Então chegam imagens de um corpo, pequenas alucinações. Duas mãos começam a agarrar-me as ancas e uma boca a bafejar-me a cara. É ele que fala. Ouço dizer-me as coisas que me diz e calo-me. Ouço-o chamar os nomes que me chama e eu vou. Começo a desfazer-me para que me faça. O corpo que eu toco não é de ninguém. Quando não basta repete, quando não basta repito. E depois há uma coisa que vem de longe e não quer acabar de vir. Vem a mim, que eu não consigo ir a ela. Estou comigo. Não é um corpo, não. É um fugir. Um barulho. Qualquer coisa assim que vem, que agarra e passa. Um bicho. Não é um corpo não, porque os não há. Ás vezes ouço-me gritar, ou a ju...

30/10/2004 Festa Dark Sounds - PH Caffe - Esmoriz

Imagem

For my Fallen Angel

As I draw up my breath, And silver fills my eyes. I kiss her still, For she will never rise. On my weak body, Lays her dying hand. Through those meadows of Heaven, Where we ran. Like a thief in the night, The wind blows so light. It wars with my tears, That won't dry for many years. Loves golden arrow At her should have fled, And not Deaths ebon dart To strike her dead. Lyrics by: My Dying Bride